segunda-feira, 26 de abril de 2010

O gremista não é politicamente correto...


Não adianta. Não tem como! Ouço essas belas conversas, esses bonitos conselhos de que o mais bonito no futebol é arte do espetáculo, o respeito da rivalidade. Comigo não, com o tricolor não...
O bonito mesmo é a profunda negação ao Internacional, ao chamado "colorado". Se não existissem os colorados pra gente xingar, não teríamos razão de existir, da mesma forma que Deus disse ao Diabo no "Evangelho segundo Jesus Cristo" de Saramago; ao mesmo modo da disputa sujeito-objeto na "Fenomenologia do espírito" de Hegel: viu, meu gremismo tem retaguardas literárias e filosóficas!
Não adianta, já falei. Não me venham pedir pra respeitar o Inter quando ele joga fora do país e representa o Brasil, ihhh...balela, Se ele tomar gol solto foguete, pois eu, gremista que sou, me componho também das derrotas coloradas. Entendam, às vezes uma derrota do Inter é uma vitória do Grêmio. Trata-se de uma imanência na psiquê tricolor...
E ai de quem se faça de desavisado. É só lembrar do último jogo do campeonato brasileiro, que por causa de resultados paralelos os gremistas não vibraram com o gol do próprio time porque beneficiaria o Inter. Na minha opinião, justificável. Fiquei triste com o gol.
Da mesma forma, a maior inverdade é dizer que o colorado pode representar o Estado em alguns jogos a nível nacional. Nunca. Não faltam historiadores pra dizer que o grenal é o maior símbolo da eterna clivagem ideológico sempre presente no Rio Grande do Sul, dos Farrouolihas versus os Imperiais aos Maragatos versus Chimangos (e/ou até os Positivistas versus Liberais). Não existe essa unidade. O dia que existir, não haverá Grêmio, haverá outra coisa que é bem diferente do que eu sinto (assim como muitos tricolores)...
Quem se assusta é o forasteiro, ou o torcedor meia-boca que fala "não sou muito de futebol, torço pro Grêmio, mas não dou muita bola...", não é desse torcedor que eu falo. Eu falo do maniqueísta como eu, que consegue ver, no futebol, categoricamente a divisão entre o Bem e o Mal. Não uso artifícios intelecutais progressistas ou humanistas para conceituar minha paixão, ela segue por outro viés. Sou Grêmio e existo para enxovalhar o Inter, para vencê-lo, e aliás...escrevo imediatamente depois de uma indiscutível vitória no Aterro, também conhecido como Beira -Rio, meu Deu, que felicidade...
E não me venham dizer que me aproveito do momento. Vocês fariam o mesmo. Esses argumentos servem pra explicar, do meso modo, a torcida colorada, mas sou tão gremista que não me atrevo, escrevam vocês.
Agora é só esperar o próximo domingo, tá tudo encaminhado, e é contra o Inter...
Inexplicável, só quem é gremista mesmo sabe o que tô sentindo!!!

sábado, 17 de abril de 2010

Mr Henks em: O Trabalho na Juventude


Ele está um pouquinho atrasado masa está aí. Mr. Henks!!!!








Aprecie sem moderação...

"Todo esse mundo do trabalho é muito bom , você ganha dinheiro muitas vezes ganha fama e status.
Mas e quando falamos de trabalho na juventude?
Logo vem na cabeça a exploração, e tudo que vemos na TV hoje em dia.
Eu (Mr Henks) tenho um amigo muito intimo que tem 16 anos e tem dois empregos.
Mas ai você me pergunta, porque DOIS?
Ele quer ficar rico ou coisa assim? haha
NÃO!
É por obrigação!
Ai você me pergunta, mas o que ele fez pra ter essa obrigação de manter DOIS empregos?
Essa resposta eu vou ficar devendo ,mas eu posso afirmar que o único defeito dele é não ter tido oportunidade de aprende enquanto era tempo!
O trabalho na juventude não é ruim, porque você aprende uma profissão e pode ate seguir ela mais adiante, mas é necessário que os PAIS tenham bom senso e escolham a felicidade e não a vingança!



ATE A PROXIMA! ;)"

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Os achismos de Mr Henks


Aí pessoal, é com um imensurável prazer que venho lhes avisar que a a partir de hoje, todas as sextas, meu blog será ocupado com as conjecturas e indagações de Mr Henks, o misterioso personagem de Matheus Santos, meu aluno do 1º ano, ta mbém camarada e companheiro de idéias "achistas"...Bom já falei demais, com vocês: Mr Henks!!!




"Meu nome é “”Mr Henkes”” tenho 23 anos , louro, alto, olhos azuis como o mar.

Mentira!

Eu sou o que você imaginar alto , baixo , gordo, magro, etc..
Mas o mais importante é que a partir de agora eu (Mr henks) irei postar meus sentimentos aqui no nos achismos do Marcito XD

Um forte abraço do seu amigo Mr Henks!

ATE A PROXIMA!"

domingo, 28 de março de 2010

Isabella revisitada


Agora escrevo um achismo. Não procurarei me utilizar de nenhum artifício intelectual ou acadêmico, nenhum preciosismo com nota de rodapé. Apenas um desabafo "achista", um pensamento de frente de televisão.
Por falar em televisão pergunto-me, pergunto aos meus leitores, pergunto ao mundo inteiro: O que seria do caso Isabella Nardoni sem a mídia, sem os meios de comunicação? Qual seria o veredito, caso não estivéssemos nós, TODOS, juntos, lá no julgamento. Eu, tu, ele, nós, vós, eles estamos contaminados, absolutamente mergulhados numa revolta coletiva com o caso da menina...tão mergulhados, que só o fato de eu estar aqui, conjecturando tal coisa, já causa uma certa ojeriza em muita gente. Mas (guardem sua raiva) qual seriam os desdobramentos de tal novela, sem o espetáculo envolvido. O que seria julgado e desdobrado tecnicamente, numa tecnologia jurídica de um Estado laico? Se somente os recursos e os saberes de tal ciência em si vanguradeassem essa resolução, qual seria o final?
O envolvimento de assumir para si, de tomar como de cavalo de batalha os descaminhos da vida de outrem é complicado, é estranho...Mas aí me faço autocrítca! Não seria esse o sentimento mais nobre de uma ameaçada espécie homo sapiens sapiens? sentir-se injustiçado e ferido com as injustiças e a s feridas de qualquer um e qaulquer parte? E aí da vontade de dizer que o Direito não serve pra nada mesmo, que as únicas diretrizes deveriam ser as da moral coletiva, seja o que ela seja, masacarada, embarrada, suja, subordinada...foda-se a ciência das casuísticas! Estou contaminado pelo ódio ao casal "assassino", mesmo que eles possam não ser, mesmo que a defesa alegue, o que causará um ad eternum axioma filosófico, que a veracidade da morte não se faz acompanhar da certeza da autoria. Foda-se de novo! Se o pai dela estava lá então matou, a minha moral cristã (ninguém não a tem) é mais forte do que uma prova jurisprudente.
Não há saída, esse caso já foi sentenciado há 2 anos pela sociedade do espetáculo, o superego já estava pronto. Não há dialética. Nem maniqueísmo. O "tipo ideal" consumido da pobre Isabella anulou a alteridade: somos a justiça! É o teatro tribunalístico servindo às nossas verdades não-negociáveis. Assim não houve "caso Isabella". Que raiva do casal!!! Vou lá beijar meu filho...Mas não me furto de pensar "e se não fosse a mída..."

segunda-feira, 1 de março de 2010

Realmente...só o suicídio mesmo


Atendendo ao pedido de minha amiga Aline "Orelha" Flores, transcrevo um texto que certa vez encontrei pelos subúrbios da web. O cara, muito confuso, não ressitiu e acabou com sua vida. É compreensível, observem:

"Foi encontrado no bolso de um cadáver, quando se preparava para a autópsia, a seguinte carta:

Excelentíssimo Senhor Delegado do Ministério Público: Suicidei-me!... Não culpe ninguém pela minha sorte. Deixei esta vida porque um dia a mais que vivesse acabaria por morrer louco.

Eu explico-lhe Senhor Doutor: Tive a desdita
de me casar com uma viúva, a qual tinha uma filha; se soubesse isto jamais teria casado. Meu pai, para maior desgraça era viúvo e quis a fatalidade que ele
se enamorasse e casasse com a filha da
minha mulher.

Resultou daí que a minha mulher se tornou sogra do meu pai. A minha enteada ficou a ser a minha mãe e o meu pai ao mesmo tempo meu genro.

Após algum tempo, a minha filha pôs no mundo uma criança que veio a ser meu irmão, porém neto da minha mulher que fiquei a ser avô do meu irmão. Com o decorrer do tempo, a minha mulher pôs
também no mundo um menino que como irmão da minha mãe, era cunhado de meu pai e tio do meu filho, passando a minha mulher a ser nora da própria filha.

Eu, Senhor Delegado, fiquei a ser pai da minha mãe, tornando-me irmão dos meus filhos, a minha mulher ficou a ser minha avô já que é mãe da minha mãe, assim acabei sendo avô de mim mesmo.

Portanto, antes que a coisa se complicasse mais resolvi acabar com tudo de uma vez."

domingo, 3 de janeiro de 2010

Para as minhas razões


Tu compartilhas esta noite comigo, assim desse jeito

Conversando sobre tudo

E Tu Também fica fazendo barulho, apontando e babando

Tu me conta dos planos, bebendo (não é regra) espumante demi sec

E Tu Também quer pegar a taça de qualquer jeito

Enquanto Tu me olha, me ouve

Tu Também me cega, me faz ir atrás, ver o que há

Eu presto atenção no que Tu tem a dizer, comendo azeitona

Mas saio correndo...Tu Também vai pra perto do forno. Quente

Tu Também sorri, me encanta. Da mesma forma encanta aTu.

Encho a taça novamente. Tu bebe. Tu Também limita-se ao suco na caixinha

Tu cuida a carne pra mim, faz o arroz. Tu Também comigo toma banho

Tu oferece a mamadeira. Tu Também bebe...e dorme!

Eu janto, Tu janta, Tu Também perde o bico. Eu vou e coloco de volta.

Amo vocês!!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um salve aos hermanos Alejandro e José Maria. Sejam felizes!


A nossa vizinha Buenos Aires acaba de vanguardear um ato revolucionário. Lá se realizará, a 1º de dezembro, o já autorizado casamento homossexual. Sim casamento e não união estável. Ou seja, juíz de paz, comunhão de bens, testemunhas, e todas as parafernálias jurídicas dessa instituição burguesa moderna. Pois bem, fico muito feliz. Eis um inequívoco achismo meu: eu acho isso muito importante.
Tomara que a mídia, enquanto houver fôlego, não pare de tocar no assunto. Que aconteçam as chamadas no horário nobre no momento em que as famílias estiverem reunidas jantando. Que um funcionário de uma empresa leia pela manhã, em voz alta, aos colegas o fato ocorrido. Que tal acontecimento gere revoltas aos mais preconceituosos, aos reacionários, mas que se perceba a absoluta inevitabilidade disso, porque como disse Gabriela Seijas, juíza do caso, "o mundo caminha nesta direção".
Na verdade o mundo sempre teve essa direção, como teve muitas outras, o problema é o moralmente aceito, o parâmetro machista e sexista que norteia o mundo. Num maniqueísmo entre o certo e o errado, este teve a homossexualidade com sua representante por excelência.
Não vou bater na tecla do óbvio, da minha defesa pela liberação do prazer sexual, independente das escolhas e descartes, pela ojeriza que tenho da analogia da homossexualidade com anomalia, doença, perversão, urgh...Isso, de alguma forma até vem sendo hipocriatmente teatralizada nos discursos em respeito à diferença, à condição sexual.
É o conceito que me incomoda, a definição acabada do termo. Foucault já dizia que a coisa nasce da palavra e apalavra não comunica, mas inventa a coisa. Pois é, na minha opinião a homossexulaidade, ou homossexualismo (num catálogo acadêmico verborrágico) só ganhará respeito quando a palavra tornar-se vazia no momento de sua pronúnica. Quero dizer que o preconceito só acabará quando o termo perder o sentido, até não ser mais utilizado por não ter a mínima necessidade. Quem gosta de homem, gosta de homem, . Quem gosta de mulher, idem. Quem gosta dos dois, digo o mesmo... Afinal que nome se dá pra quem prefere Pepsi ao invés de Coca-Cola, pra quem prefere usar tênis e não sapatos, quem gosta de andar de moto no lugar de carro. Alguém até pode inventar um nome pra essas escolhas, essas diferenças, mas não haverá sentido nenhum, não terá a mínima importância. Dessa forma ser homossexual sempre será homossexual enquanto essa palavra exisitir. E ela existindo sempre haverá o espaço para políticas e discursos de controle e violência, sempre será uma "categoria", um "termo", e sendo categoria e sendo termo, será passível de análise, de hipóteses, será laboratório da ciência cartesiana. Ser gay nunca deixará de ser enquanto assim eu o pronunciar, mesmo os mais progressitas e combatentes da homofobia ficarão presos à palavra. E da palavra a coisa. A pessoa que tem tesão por outra do mesmo sexo, que se apaixona por ela, que a ama, dessa forma sempre será coisificada.
Não sei como esse problema se descoisificará, não sei quando esse preconceito acabará, mas ficarei muito feliz que meu filho não se incomode ao ver dois homens se beijando na rua, não dê a mínima, que isso pra ele não faça diferença...
Que as pessoas morram de prazer, que os armários guardem apenas roupas. Que o corpo não seja uma sirene de polícia alojada...
A Argentina foi revolucionária, deu o exemplo. Burocratizar é um mal necessário. Se infiltra nos dspositivos da norma e da ordem. Nossos hermanos estão de parabéns. O caso de Buenos Aires até me fez ter vontade de cantar "Soy louco por ti América. Soy louco por ti de amores..."